INCESTO NA CORTE REAL! PRÍNCIPE E PRINCESA IRMÃO COM IRMÃ, RELAÇÕES SEXUAIS...

Amigos e irmãos na fé, eu quero convidar você a olhar comigo a vida de Davi e a vida de Absalão, a partir do capítulo 13 de II Samuel até o capítulo 18 deste mesmo livro. Inicialmente, deve-se considerar que Davi era um homem de ação como
muitos de nós, homens e mulheres do século XX: gente que decide, gente que
negocia, gente que toma decisões com praticidade; gente que não tem tempo a
perder, gente ocupada, que administra muitas coisas a um só tempo. Davi era assim.
Ele tinha um reino para administrar. A sua vida era ocupadíssima, porquanto era um
homem de ação, de lutas, de decisões, de desafios, de muitas emoções e de muito estresse.
Quando se lê o livro de Salmos, especialmente aqueles compostos por
Davi, descobre-se o quão estressado ele era.
Você que me lê sabe exatamente do que estamos tratando, uma vez que
há muitas pessoas que nos cercam que passam pela via estreita de uma existência
ocupada, cheia de ações e de emoções. Talvez, você mesmo, neste momento, está se
identificando com uma delas ou  quem sabe,  com Davi, este personagem tão
longínquo temporalmente, mas tão próximo de nós existencialmente.
Além disso, Davi era um pai muito bem intencionado.
Impressionam-me as boas intenções dele como pai. Pode-se discerni-las
através de alguns nomes que ele colocou nos seus filhos, isto porque, na antiguidade,
os nomes eram mais dotados de significado do que hoje em dia. Naquele tempo, o
nome revelava muito as intenções e as expectativas que os pais tinham em relação
aos filhos; os nomes não eram apenas escolhidos por estarem na moda ou por,
sonoramente, produzirem um efeito agradável. Davi esperava muitas coisas boas de
seus filhos, e ele as traduz por meio dos nomes que lhes dá, senão, vejamos:
ADONIAS __ aquele que pertence a Adonai, ao Senhor .
Note que ele tem um filho e diz por meio do nome que lhe dá:
Este é de Deus!
SALOMÃO __ que significa pacífico .
ABSALÃO ou ABSHALOM __ que significa o pai da paz .
Imagine, por exemplo, o que Davi tinha em mente quando, vendo o
pequeno neném, chamou-o de Abshalom. Quanta esperança de que muitas realizações
aconteçam na vida daquela criança e por meio dela! Quem sabe Davi imaginou que
Absalão poderia vir a ser seu sucessor, o pacificador do país, o agregador de Israel, o
homem forte no qual a graça e a unção de Deus repousariam?...
Ninguém põe um nome assim num filho imaginando que, um dia, esse
mesmo filho irá traí-lo, gerando um golpe de estado, a fim de destronar o próprio pai
do poder; ninguém põe um nome assim num filho sabendo que este filho trará
vergonha nacional e a desgraça ao seu pai.Davi gerou filhos e sonhou o melhor para eles e os colocou diante de
Deus com o melhor das suas expectativas.
Agora, em nome de Jesus, preste atenção a isso: conquanto Davi
fosse um pai que sonhasse com o bem dos filhos, ele, no entanto, não era
capaz de transformar suas boas intenções em investimento de vida na
existência dos filhos. Sonhou o melhor sonho, desejou o melhor desejo, porém não
foi capaz de investir vida na vida dos filhos.
Por quê?
Talvez porque estivesse ocupado demais.
Do ponto de vista humano, muitas coisas poderiam justificá-lo: tanta
gente, tanta demanda, tantas solicitações, tantos requerimentos que dependiam de
sua aprovação e atenção...
Talvez porque tivesse filhos demais.
Como dar atenção a todos? Como separar tempo para todos? Como
ouvir queixa de todos? Como brincar com todos? Ninguém consegue ser pai para cinquenta filhos, nem para trinta e nem
para os mais de vinte que Davi teve com suas mulheres e concubinas (II Samuel
3:2-5; 5: 13-16).
Talvez porque estivesse ausente demais. Talvez porque seus filhos só o
encontrassem em ocasiões ou eventos importantes. Talvez porque não houvesse vida,
convívio, intimidade entre eles. Talvez porque tudo que houvesse entre eles fosse
aquela reverência, aquele respeito tremendo, mas que nunca ia além disso; que nunca
se transformou em segredo, em cochicho, em brincadeira no campo, em banalidade,
em presença simples, desguarnecida, aberta, despretensiosa, apenas presença para
estar junto, para ser.
Não adianta você ter os sonhos que tem, nem apenas fazer as orações
que faz, nem apenas guardar e juntar dinheiro para o bem de seus filhos. Absalão
tinha dinheiro, castelo, casas, prestígio. Absalão era bonito, e a Bíblia nos diz (II
Samuel 14:25) que ele era o homem mais bonito daquela geração: fascinante,charmoso, porte bonito, cabelo bonito. A propósito desta última característica, Absalão
tinha um cabelo invejável. Naquela época, era costume untar óleo sobre os cabelos
com pó de ouro, para brilharem ao sol e, vaidoso como era, Absalão certamente
utilizava muito desse recurso estético, de modo que, a cada ano, quando cortava o
cabelo, segundo o costume da época, este tinha um peso e valor considerável.
Absalão tinha tudo! Mas, só o que ele queria era um pai. Não era um
rei que Absalão queria, mas um pai. Não era um homem poderoso de que Absalão
precisava, mas de um pai. Não era de um general invencível de que Absalão carecia,
mas de um pai. Não era de um homem que resolvia os problemas do mundo de que
Absalão necessitava, mas de um pai que fosse capaz de ouvir uma angústia do filho.
Talvez você nunca tenha parado para pensar.
Amigos e irmãos na fé. Mas preste atenção a esta história, pois ela reflete a realidade das muitas relações
familiares e pode ter a ver com você e sua família. As principais áreas de fraqueza de Davi são claramente percebidas na
sua relação com seus filhos. Conquanto fosse um homem de oração e cheio de boas
intenções, ele era fraco na condução de sua casa. Davi se caracterizava por ser um pai
omisso, e será a omissão a porta de entrada da desgraça na vida deste grande homem
e de seu filho Absalão. Isto porque a tragédia começa a se configurar, a se desenhar,
a se delinear, no dia em que Amnom, um dos filhos de Davi e seu primogênito,
apaixona-se por uma de suas irmãs (II Samuel 13:1-14) por parte de pai, a qual é
irmã de Absalão, filho de Davi com Maaca (II Samuel 3:3), uma estrangeira
procedente de Gesur.
Diz-nos a Bíblia que aquela moça, cujo nome era Tamar, era muito
bonita, graciosa, formosa e encantadora (II Samuel 13:1) e que Amnom, um dia,
pôs os olhos sobre ela e viu-a não como irmã, porém como uma mulher (II Samuel
13:2 e 3). Ele a cobiçou e a desejou tão ardentemente que concebeu um plano: a fim
de possuí-la, fingiu-se de doente, a conselho de um amigo (II Samuel 13:5), e
pediu a Davi, seu pai, que ela, Tamar, lhe fosse servir comida, uma vez que esteva
num leito de enfermidade (II Samuel 13:6). O pai assim o permitiu (II Samuel
13:7).
Tamar foi até a casa do irmão, Amnom pula do leito, avança contra ela,
estuprando-a, possuindo-a e humilhando-a (II Samuel 13:11-14). Depois, Amnom
sente náuseas, sente asco. Diz-nos a Bíblia que o repúdio que ele sentiu por Tamar,
após possuí-la, foi mais forte que o desejo de um dia tê-la (II Samuel 13:15).
A corte ficou sabendo do escândalo. O país ficou sabendo do escândalo.
O rei ficou sabendo do escândalo, mas não fez nada.
Absalão, irmão de Tamar, esperou que o pai fizesse alguma coisa, uma
vez que, conforme Levítico 18:9 e 29, tal ato teria, como penalidade necessária, a
morte de quem o praticou. Mas Davi nada fez. Então, Absalão a chamou para morar
consigo (II Samuel 13:20). A irmã morou com ele por dois anos, durante os quais
ele esperou, dia após dia, que o pai chamasse a filha para um beijo, um abraço, um
aconchego e que o pai chamasse Amnom para uma confrontação. Porém, nada disso
foi feito.
Para além de tudo isso, havia ainda um agravante: Amnom era o
primogênito do rei e, por conseguinte, o futuro herdeiro do trono, fato este que se
tornava um fator complicador de toda aquela situação.
Depois de dois anos, Absalão não aguentou mais esperar. O diabo
encheu-lhe o coração de ódio. Ele começou a planejar a morte do irmão (II Samuel
13:23-27). Por ocasião da festa da tosquia, Absalão procura o pai e lhe diz:
Eu queria que tu permitisses que meu irmão Amnom fosse ao campo
caçar comigo.
Davi, sabendo que havia algo de muito maligno naquilo tudo,
respondeu-lhe:Mas por que, meu filho? Por que apenas Amnom? Por que tu não levas
a todos os teus irmãos juntos para essa caçada?
Absalão atende o pedido do pai e leva todos os irmãos. Chegando lá,
Absalão dá ordens a seus servos para que matem a Amnom, quando este estivesse
bêbado, a fim de não oferecer resistência alguma. Assim é feito. Note que Amnom
estava tão seguro de que nada lhe iria acontecer, que nem ao menos desconfiou do
irmão. Para ele, Amnom, se o rei, seu pai não lhe havia feito nada com relação ao
incidente ocorrido entre ele e sua irmã Tamar, ninguém mais poderia fazê-lo.
O rei Davi se enfurece, fica cheio de ódio.
Absalão foge, indo morar na casa de Talmai, seu avô (II Samuel 13:
37; 3:3), pai de sua mãe, em um reino vizinho, e lá fica durante três anos (II
Samuel 13:38), durante os quais nada é feito. Davi não chama o filho, não encara o
filho, não confronta o filho, não trata do problema.
Absalão manda um recado através de Joabe, um alto assessor do pai,
dizendo:
Assim não dá!
Davi manda chamar o filho para que volte a Jerusalém. Este vai morar a
dois quilômetros da casa do pai (II Samuel 14:21-24). Passam a ser vizinhos, mas
outra vez dois anos passam, e Davi não manda chamar o filho. Depois desses dois
anos, Absalão não aguenta mais, chama Joabe e lhe diz:
Diga ao rei que me mate, mas que me veja!
Davi, ao saber disso, ordena:
Chamem o garoto.
Logo em seguida, vem o rapaz. Todos esperam que Davi o sacuda e lhe
diga:
O que foi que houve? Você é meu filho, é minha carne! Como é que
você faz isso, filho?!
Entretanto, nada disso acontece. Absalão entra e Davi simplesmente lhe
diz que se aproxime, lhe beija o rosto e não diz nada (II Samuel 13:33).
Um estupro, uma morte, ódio, amargura, crise e Davi pensa que pode
resolver isso tudo com um beijinho.
A palavra de Deus nos diz, no início do capítulo 15 de II Samuel, que
dessa ocasião em diante, após falar com o rei, Absalão sai do palácio, vai para as ruas
e inicia uma subversão (II Samuel 15:1-6). Começa a dizer:
Não há justiça na terra! Não há rei reinando! Não há critérios pelos
quais esse povo venha a ser julgado! O que está prevalecendo é apenas a
emocionalidade do rei. Se eu fosse rei haveria justiça, na terra. Absalão prepara uma revolta armada. Ele é declarado rei sobre Hebrom
(II Samuel 15:10-13). Aproxima-se de Jerusalém para cercá-la e tomá-la. Davi é
aconselhado a fugir com seus súditos, indo para o deserto, porém deixando alguns de
seus homens de confiança, a fim de se infiltrarem na corte de Absalão e lhe darem
algum conselho desastroso, de modo que, numa possível batalha, seus exércitos
pudessem ser destruídos. O que acontece.
Absalão, então, bate em retirada, fugindo por entre os bosques. A ordem
de Davi, o rei, era a seguinte:
Fazei qualquer coisa, mas não tocai no moço Absalão. Poupai o jovem
Absalão.
Joabe, porém, não suportava mais. Ele estava cheio de ódio pelo filho do
rei. E quando da fuga de Absalão por entre os bosques, seus cabelos longos ficam
presos por arbustos, ele se desprende do seu cavalo, ficando pendurado pela cabeça.
Joabe, descobrindo-lhe o paradeiro, aproxima-se de Absalão e o executa (II Samuel
18:19 e 14).
A insurreição é vencida, a vitória é comemorada e Davi está novamente
no poder.
As notícias da guerra chegam ao rei. E este pergunta:
Como passa o jovem Absalão?
Alguém lhe responde:
Ele foi ferido... e... está morto!
A Bíblia nos diz (II Samuel 18:33) que Davi rasga as suas roupas, cai
por terra e lamenta, e grunhe, e geme:
Abshalom, meu filho Abshalom!... Abshalom!... Abshalom!... Meu filho,
Abshalom!...
O tempo de dizer meu filho havia acabado: Absalão estava morto e a
tragédia consumada.
Pode-se perceber, nesse episódio, o desespero de Davi. Ele jamais
desejaria que as coisas tivessem tomado aquele rumo; seus sonhos desmoronaram,
sem mais nenhuma esperança de reconstrução.
Meu filho, minha filha, eu estou aqui, volte para casa. Estou de braços
abertos, esperando-o. Quero ser seu amigo; quero ajudá-lo; quero perdoá-lo e quero
lhe pedir perdão.
Às vezes, agimos como Davi: só exteriorizamos estes sentimentos e
palavras quando já é tarde demais.
Este Davi, descrito até aqui, não é alguém a quem eu queria imitar.
Ele tem o coração segundo o coração de Deus? Tem, porque é capaz de dar respostas
de quebrantamento a Deus nos momentos apropriados. Mas, conquanto tenha um coração segundo o coração de Deus, ele não consegue transformar essa intimidade
com Deus, depois de um dado momento na sua vida, num projeto de vida sadio que
abençoe toda a sua casa. Isto é algo interessante, que acontece com homens e mulheres
ocupados, diuturnamente, com suas atividades profissionais. Homens e mulheres que
estão acostumados a assumir responsabilidades. Homens e mulheres muito
ocupados do lado de fora de casa acabam, sutilmente, transferindo
responsabilidades intransferíveis para outros, dentro de casa.
Primeiramente, Davi transferiu a responsabilidade de apaziguar o
coração de Absalão para os filhos:
Pai, deixa eu levar Amnom comigo para a caçada , pede Absalão.
Não, filho, não. Leve todos os seus irmãos , responde-lhe Davi.
A palavra de Deus nos diz que todos em Israel já sabiam do desejo de
Absalão de matar Amnom (II Samuel 13:32). Davi sabia; todos sabiam que havia
ódio no coração de Absalão. Entretanto, Davi não enfrenta o problema; ele usa os
filhos como escudo.
Bom, quem sabe se toda a garotada estiver junta, isso não vai
acontecer... , poderia pensar Davi.
Depois, ele transfere a responsabilidade do tratamento da alma de
Absalão para o sogro. Para lá vai Absalão refugiar-se após ter morto o irmão. Fica três
anos lá, na casa do avô. Acerca deste período de tempo, a Bíblia nos diz que Davi
perseguiu a Absalão (II Samuel 13:39), sem, no entanto, querer realmente
encontrá-lo, pois se assim o quisesse, não haveria dificuldades para fazer isso.
Davi talvez pensasse que o sogro fosse mudar o coração do neto, porém
o próprio sogro não gostava muito dele, Davi, porque sua filha que casara com o
rei nunca tivera um espaço na realeza que ele gostaria que ela ocupasse. Absalão caiu
nas mãos do avô errado, que encheu-lhe o coração de mais ódio, de mais amargura,
de mais antipatia e de mais revolta. Observe: Absalão era o terceiro filho de Davi;
Amnom, o primogênito, estava morto, e Quileabe (II Samuel 3:3), o segundo filho,
era uma figura inexpressiva e que provavelmente já havia morrido, o que se
depreende pela ausência de referências mais explícitas a ele na história familiar de
Davi. Sendo assim, com a morte deste, Absalão seria o rei e, para Talmai, seu avô,
isto se constituiria num bom negócio.
Por fim, Davi transfere a responsabilidade para um assessor. É Joabe
quem tem que tramar a volta do filho para casa, porque o pai não fazia nada.
Curioso e irônico, neste episódio, é que foi Joabe quem ajudou Absalão a
voltar do exílio e a se aproximar do pai, como também foi Joabe quem o matou.
Minha pergunta a você, em nome de Jesus, é: para quem é que você
está transferindo a responsabilidade de administrar a alma de seus filhos? Para o avô? Para o assessor? Para os filhos mais velhos? Para a empregada?
Para a escola? Para a Xuxa? Para a Angélica? Para a Escola Dominical? Para o
pastor? Para quem??!!
Essa responsabilidade é intransferível. O filho é seu. A filha é sua. A
alma deles vai ser cobrada de você. Escola, igreja, orientadores, atividades intelectuais
e recreativas são recursos para a educação e a administração do tempo e do
desenvolvimento da criança; mas a responsabilidade é sua.
De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a alma de
seu filho? De que adianta ter um complexo industrial, realização profissional, status ,
mas ter uma filha desgraçada ou um garoto arruinado em casa? Precisamos aprender a confrontar nossos filhos com a verdade.
A segunda lição que aprendemos com Davi é que ele era capaz de
vencer gigantes, mas não sabia confrontar os filhos, olhos nos olhos, e dizer:
Filho, o que é isso que estou vendo?! Você está sentindo uma atração
sexual por sua irmã? É isso que eu estou percebendo, filho?!
Ou:
O que é isto, filho?! Você está com ódio no coração, querendo matar
este seu irmão?! Você está sufocado, empanturrado de desejos malignos! O que é isto,
filho?
Porém, Davi não conseguia oportunizar tais diálogos, tais confrontações.
Eu conheço muitos pais assim. Talvez você que me lê seja um pai assim.
Sua esposa sabe que estou falando a verdade. E você mãe, que igualmente lê estas
linhas, muitas vezes age de modo semelhante a este. E seus filhos sabem que o que
vem sendo descrito até aqui é palavra de Deus para sua vida, pai, para sua vida, mãe,
em nome de Jesus.
Havia um antigo quadro do Jô Soares em que era mostrado um pai que,
diante de comentários feitos sobre o comportamento condenável do filho, para tudo
arranjava uma desculpa. E o amigo (Jô), que tentava fazê-lo ver a situação, acabava
desistindo e falava:
Tem pai que é cego!
Creio que não haja pais ou mães cegos; no entanto, há pais e mães que
não querem ver, que têm medo de encarar o filho e o problema, que têm medo de
confrontar os filhos com a verdade, que têm medo de não saberem como conduzir o
problema, de como ajudar a solucioná-lo.
Eu não tenho receitas para soluções de problemas familiares, mas, em
qualquer caso, a omissão não vai resolvê-los, o tempo não vai solucioná-los. Ainda
que você não saiba como agir, abra os braços e chore com seu filho, dobre os joelhos
e ore por ele, diga que você se preocupa com ele e que jamais vai se omitir, que
jamais vai se afastar dele e que jamais vai se conformar com a situação.Davi vencia gigantes, mas não sabia confrontar os filhos olhos nos olhos.
Por quê? Talvez cansaço. Mas, talvez, uma outra coisa: quem sabe,
culpa?
Aquele caso de Davi com Bate-Seba e a morte de seu marido Urias
arruinaram-lhe a existência mais do que se pode imaginar. Ele pede perdão ao
Senhor, e o Senhor o perdoa. Mas, talvez, Davi nunca se tenha perdoado.
Não consigo entender como um homem como ele não consegue olhar
nos olhos dos filhos! A não ser que no fundo do seu ser, de sua alma, haja muita
culpa. Possivelmente, o diabo, em seus ouvidos, dizia que ele, Davi, não tinha
autoridade alguma. Não tinha autoridade para confrontar Absalão. Não tem autoridade
para falar nada, depois de tudo que fez. Certamente, Davi ouvia o diabo dizer-lhe ao
ouvido:
Como você vai falar contra o adultério e a cobiça com Amnom, se você
fez as mesmas coisas? Como você vai falar de homicídio com Absalão, se você matou
Urias, marido de Bate-Seba?
Preste atenção a isto: há pessoas que me lêem, que, como você, já se
converteram a um ano, há cinco anos, há dez ou há quinze anos. Quem sabe há vinte
ou trinta anos? Algumas, como você, trazem consigo cargas pesadas de culpa
passada. Algumas delas, como você talvez, já adulteraram, um dia tiveram amantes,
um dia tiveram casos, um dia fizeram o que não deveriam ter feito, um dia deram
exemplos terríveis para os de dentro de casa.
Mas elas se converteram, tal como você. Você encontrou a Jesus. Você
foi perdoado. Você foi lavado no sangue do Cordeiro de modo semelhante àquelas
pessoas.
Mas talvez o diabo continue lhe dizendo que você não tem autoridade
para olhar nos olhos do seu filho, nos olhos da sua filha, nos olhos da sua mulher, nos
olhos dos da sua casa, por causa de algum pecado cometido no passado.
No entanto, quero lhe dizer, hoje, em nome de Jesus: não aceite essa
mentira! Repito: não aceite essa mentira!
Seja você, em nome de Jesus, capaz de dizer:
Olha, filho, eu pequei, eu adulterei, eu fiz, eu fui. Mas agora sou lavado
no sangue do Cordeiro. E estou aqui, como um novo pai, como uma nova mãe, para
lhe dizer que não é por aí o caminho! E eu não vou deixar você andar por esse
caminho de morte, porque eu não quero, lá na frente ficar dizendo como Davi:
Abshalom, Abshalom, meu filho, Abshalom!Davi fugia de olhar nos olhos dos filhos. Não confrontou Amnom no
caso do incesto de Tamar. Foi Absalão que teve de acolher a irmã. Não confrontou
Absalão antes deste matar Amnom, quando todos já sabiam que ele ia atentar contra
a vida do irmão. Não confrontou Absalão, depois que matou a Amnom. Absalão fugiu,
ficou três anos desterrado; voltou para perto do pai; Davi não foi vê-lo, nem o
chamou. Não confrontou Absalão, quando este voltou do exílio e foi morar a dois
quilômetros da casa do pai.
Todavia, Davi não é o único responsável por todo esse drama. Absalão
não soube administrar suas crises e abriu uma brecha para Satanás desenvolver, em
seu coração, uma bomba de ódio que iria explodir dentro dele, destruindo-o
juntamente com a sua família. Sabe o que Satanás gestou, engendrou, engravidou na alma de Absalão?
Uma bomba. Uma Bomba O , mais forte do que a Bomba H, mais forte do que a
Bomba Atômica: a bomba do ódio, da amargura sufocada, não resolvida, a qual era,
todo o dia, incrementada pelo diabo.
Primeiramente, surgiu no coração de Absalão ódio do pai, devido à
situação de Tamar:
Como é que o pai não faz nada?! Nem chamou a moça para consolá-la,
para resgatá-la, para redimi-la publicamente! Ele também não fez nada com
Amnom!
O ódio foi tão grande que, depois dos dois anos de silêncio, Absalão
matou o irmão. E quando foi para o exílio, diz a Bíblia (II Samuel 14:27) que nasceu
a Absalão uma filha, a qual ele chamou Tamar.
Sabe o que Absalão quis dizer ao pai com isso?
Davi tem uma filha e lhe põe o nome de Tamar, que significa
palmeirinha , plantinha frágil que precisa ser tratada com cuidado. Mas ele não cuida
dela. A minha nasceu. O seu nome é Tamar. E eu quero ver se alguém vai tocar nela.
Isso é uma declaração de ódio e de amargura que inundam o coração
desse filho!
A maldição do ódio só se quebra quando pais e filhos vivem um
relacionamento franco, transparente, no qual a verdade e a sinceridade de
atitudes se somam a uma prática de amor genuíno, constante e
compromissado com as necessidades dos membros da família.
Absalão não consegue entender como é que o pai o deixa sair, não o
chama. O pai o exila, o pai o traz de volta, mas não o vê. O pai não trata do assunto,
o pai não o sacoleja, o pai não o enfrenta, o pai não o sacode, em nome de Deus.
Absalão chega a dizer:
Digam ao papai para me matar, mas para, pelo menos, me olhar na
cara!
O pai tenta resolver a situação dando um beijinho e dizendo-lhe:
Vai embora.
Absalão fica irado e sai com um ódio enorme no coração.
Filhos não querem amor fácil; não querem que você faça de conta que o
pecado não é pecado; não querem que você alise a cabeça deles como se nada tivesse
acontecido. Filhos gostam de verdade, gostam de integridade, gostam de sinceridade,
gostam de olhos nos olhos, gostam de perdão sério, gostam de ver um pai ou uma
mãe que não vende barato princípios de Deus na vida.Não adianta só ter boas intenções para com os filhos; não adianta dar-lhes
nomes santos; não adianta trabalhar por eles; não adianta apenas dizer:
Oh, Deus! Toma conta deles!
Porém, você tem que se converter a eles, para que a terra não seja
ferida com maldição.Estas são as maldições que devemos nos preparar para quebrar em
nossos lares. Não podemos mais nos conformar com a destruição das famílias.
Nossa oração é que pais e filhos possam encontrar o caminho da
conversão, do perdão , da reconciliação, do diálogo, do encontro, do choro solidário e
da comunhão.Com o espiríto santo de Deus. 

MEDITAÇÃO


 Promoverás o progresso de tua alma, se puseres barreiras contra o orgulho ou o amor próprio. Sê como a criancinha e conserva-te acessível à inundação da Minha Vida na tua vida. Assim te desviarás de muitos desapontamentos amargos e de muitas lutas cansativas. É somente desta maneira que alcançarás viver com equilíbrio e tranquilidade. Deste modo chegarás a aperfeiçoar a tua alma.

Nada poderás empreender que seja de maior importância para Mim do que isto: Ajudar-Me no aperfeiçoamento de tua alma, tão preciosa a Meus olhos. Hebreus 13:20-21.

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